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Com tarifas da União Europeia contra EVs chineses, Hungria limita privilégios da BYD e acordos concedidos à China

Revisões ambientais, acordos de subsídios e a promessa de milhares de empregos ampliaram o debate sobre a presença chinesa no país europeu.

Administrador · 14/09/2026

Com tarifas da União Europeia contra EVs chineses, Hungria limita privilégios da BYD e acordos concedidos à China

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A presença de montadoras e fornecedores chineses na Hungria passou a enfrentar mais exigências regulatórias, em um movimento que atinge empresas como BYD e CATL. O cenário ocorre depois de anos de incentivo do governo anterior à instalação de fábricas chinesas no país.

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores informaram que a administração de Viktor Orbán havia prometido subsídios relevantes à BYD e aceitado a entrada de cerca de 10 mil trabalhadores chineses para a construção de uma unidade.

Questões ambientais entraram no centro do debate

A expansão industrial também passou a ser questionada por organizações e autoridades locais. Em junho, a licença operacional da Semcorp, em Debrecen, foi retirada depois que amostras subterrâneas apresentaram concentração de alumínio acima dos limites legais.

O caso reforçou críticas sobre a fiscalização ambiental e sobre a transparência dos acordos firmados com empresas chinesas. Também foram relatadas dúvidas trabalhistas, incluindo denúncias de jornadas excessivas e horas extras sem pagamento.

Debrecen, uma das áreas associadas aos investimentos, foi durante anos um reduto político de Orbán. A proteção ambiental apareceu entre as principais promessas da campanha que alterou o cenário político local.

Hungria tenta redefinir relação com a China

Críticos afirmam que os empreendimentos chineses receberam tratamento favorável em subsídios e licenças durante a administração anterior. A avaliação é de que os novos limites podem reduzir privilégios, sem necessariamente encerrar a cooperação econômica.

Para a economista húngara Bernadett Szél, a China deve continuar sendo uma parceira importante, mas em uma relação submetida a regras políticas, ambientais e regulatórias mais claras.