Agro
Exportador e indústria disputam arroz gaúcho e empurram preço
Cepea aponta oferta curta perto do Porto do Rio Grande e produtor capitalizado segurando lote à espera de nova valorização
Administrador · 23/09/2026
Canal Rural
A briga por matéria-prima entre as indústrias brasileiras e os compradores de fora mantém o preço do arroz em casca firme no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea, a oferta apertada e a necessidade de repor estoque industrial têm obrigado os compradores a melhorar as propostas ao produtor.
Apareceu mais vendedor no mercado nos últimos dias, mas o volume disponível segue limitado. Quem tem caixa continua fora, à espera de preço melhor. Quem precisa de dinheiro acelerou as vendas, inclusive para bancar o preparo do solo da safra 2026/27.
Do outro lado do balcão, parte das indústrias que vinha se abastecendo do arroz já guardado nas próprias estruturas voltou a procurar lotes novos. Como o produtor resistiu às ofertas em vigor, esses compradores precisaram subir os valores para garantir abastecimento.
A disputa é mais acirrada nas regiões próximas ao Porto do Rio Grande, onde a demanda internacional segue aquecida. Faltou arroz com rendimento abaixo de 57% de grãos inteiros, o tipo que costuma ir para a exportação, e os compradores externos passaram a brigar também pelos lotes de 58%.
O efeito apareceu na cotação: esses lotes de 58% se valorizaram mais do que os de rendimento superior, justamente por terem virado alvo dos dois lados ao mesmo tempo. As informações são do Canal Rural.