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Justiça manda desobstruir acesso a cachoeira em Paranã após bloqueio

Moradores da Fazenda Catoá dizem que eram chamados de invasores; porteira do caminho mais antigo até a queda d'água estava trancada a cadeado.

Administrador · 22/09/2026

Justiça manda desobstruir acesso a cachoeira em Paranã após bloqueio

Reprodução/Instagram Cachoeira do Catoá

A Justiça do Tocantins determinou que seja liberado o acesso à Cachoeira do Catoá, no povoado Campo Alegre, em Paranã, na divisa com Goiás. A decisão liminar foi assinada em 17 de setembro pelo juiz Frederico Paiva Bandeira, da 1ª Escrivania Cível da comarca, depois que a porteira do caminho mais usado para chegar à queda d'água foi trancada com correntes e cadeados.

Quem mora na área é a família de Ismael Farias Batista, que vive no local há mais de 40 anos e tira o sustento do turismo e da roça. "Até então todo mundo dizia que a gente era invasor", afirmou ele, ao relatar que a disputa judicial acabou dando visibilidade à comunidade quilombola. No pomar da família há laranja, banana, abacate e mandioca.

Uma decisão anterior já havia garantido a posse do imóvel aos moradores. O bloqueio, feito pela porteira da Fazenda Santana, vizinha, fechou o trecho que o próprio juízo considerou o mais antigo e acessível — caminho usado há décadas por guias, vans e turistas. Para a Justiça, o fechamento atingiu a economia do povoado e de Paranã.

A ordem proíbe os donos da área vizinha de praticar qualquer ato que restrinja a passagem pelas servidões de trânsito já existentes. A reportagem original informa que procurou as defesas dos proprietários que bloquearam o acesso e não obteve resposta.

A cachoeira é um dos cartões-postais do sudeste tocantinense, região que combina águas termais e quedas d'água e vive do fluxo de visitantes. As informações são do g1 Tocantins.