Economia
Indústria e centrais sindicais defendem cortes maiores na Selic
Entidades avaliam que redução para 13,75% mantém crédito caro; representantes da construção defendem continuidade da queda dos juros.
Administrador · 17/09/2026
José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Representantes da indústria e dos trabalhadores avaliaram como insuficiente a redução da Selic anunciada na quarta-feira, 16. O Copom cortou a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano, e as reações foram reunidas pela Agência Brasil.
A Confederação Nacional da Indústria defendeu um ritmo mais intenso de redução. Na avaliação da entidade, a desaceleração da inflação abre espaço para juros menores sem abandonar o objetivo de estabilidade dos preços.
A CUT considerou o movimento positivo, mas aquém do necessário. Neiva Ribeiro, dirigente da central, relacionou a discussão às condições de financiamento das famílias, ao investimento e à geração de empregos.
Crédito preocupa setores produtivos
A Força Sindical também criticou o tamanho do corte e sustentou que a manutenção de taxas elevadas dificulta o consumo e a atividade produtiva. As avaliações expressam a posição das entidades sobre a política monetária.
Na construção, a CBIC defendeu a continuidade da redução. A entidade destacou a dependência de crédito e de previsibilidade de um setor que trabalha com projetos de longo prazo.
O corte de 0,25 ponto percentual foi o quinto consecutivo. As manifestações cobram novos avanços, mas não representam uma definição sobre as próximas decisões do Banco Central.