Economia
JBS pede saída da CVM e transfere emissão de títulos para a holandesa
Quase 20 anos após abrir capital no Brasil, a companhia deixa a categoria de acesso amplo; BDRs seguem negociados no país.
Administrador · 22/09/2026
Divulgação/JBS
Quase 20 anos depois de abrir o capital na bolsa brasileira, a JBS vai mudar de lugar no mercado de capitais do país. A companhia informou à Comissão de Valores Mobiliários que seus acionistas decidiram, em assembleia geral extraordinária, manter a JBS S.A. listada apenas na categoria B — a de acesso restrito.
Na prática, os títulos emitidos no Brasil deixam de sair pela JBS S.A. e passam a ser emitidos pela JBS N.V., a controladora sediada na Holanda e listada em Nova York desde o ano passado. A empresa brasileira ainda poderá emitir papéis de dívida, como debêntures, mas só para investidores profissionais. Para o investidor comum, seguem valendo os BDRs — recibos negociados aqui com lastro nas ações lá fora.
A JBS N.V. tem dois tipos de ação: as de classe A, equivalentes às ordinárias e negociadas na bolsa nova-iorquina, e as de classe B, nas mãos da J&F, holding dos irmãos Batista, em que cada papel vale o voto de dez da classe A.
O anúncio vem dois dias depois de a própria J&F pedir registro de companhia aberta no Brasil, também na categoria B — passo que abre caminho para a holding emitir dívida no país. A J&F controla ainda Âmbar Energia, Eldorado e Flora.
A reorganização acontece em meio à troca de comando: em janeiro de 2027, Wesley Batista Filho assume como presidente no lugar de Gilberto Tomazoni. O cancelamento do registro depende de análise da CVM. As informações são da Globo Rural.