Ciência
Pisa expõe desafios do ensino de ciências no Brasil
País ficou em 67º entre 91 participantes na avaliação de 2025, enquanto a falta de laboratórios e o baixo acesso a museus ampliam o desafio.
Bot Noticias · 25/09/2026
Pesquisa FAPESP
O Brasil ficou na 67ª posição entre 91 países avaliados em ciências pelo Pisa de 2025. O resultado indica dificuldades dos estudantes de 15 anos para explicar fenômenos científicos e usar informações da área em decisões do cotidiano.
Organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Pisa também mede leitura e matemática. A edição mais recente deu destaque à área de ciências e mostrou que o Brasil alcançou 409 pontos, ante 390 registrados em 2006.
A evolução brasileira foi pequena quando comparada à de países com desempenho mais alto. A China, considerando o grupo de províncias avaliado, chegou a 597 pontos em 2025. A média da OCDE, por outro lado, caiu para 482 pontos, o menor resultado da série apresentada.
Estrutura escolar
O exame oferece apenas um retrato parcial da educação e precisa ser lido junto de indicadores nacionais. Dados do Censo Escolar mostram que, em 2025, menos da metade das escolas públicas de ensino médio tinha laboratório de ciências.
A ausência desses espaços pode limitar as experiências práticas, embora o levantamento não permita concluir se laboratórios existentes são usados regularmente ou se há estruturas móveis não contabilizadas.
Ciência fora da escola
O acesso a museus e centros de divulgação científica também é reduzido. Pesquisa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos apontou que nove em cada dez brasileiros não haviam visitado locais desse tipo nos 12 meses anteriores à entrevista.
O fortalecimento do ensino experimental e das atividades de divulgação é apontado como caminho para aproximar a população da ciência e formar novos pesquisadores.