Automobilístico

Renault prevê metade das vendas eletrificadas no Brasil até 2030

Fabricante pretende ampliar a participação de elétricos e híbridos no país e prepara novos modelos com apoio da parceria industrial com a Geely.

Administrador · 16/09/2026

Renault prevê metade das vendas eletrificadas no Brasil até 2030

Dodo Production/Divulgação Renault

A Renault prevê que metade dos veículos vendidos pela marca no Brasil será elétrica ou híbrida até 2030. A projeção foi apresentada pelo presidente mundial da empresa, Fabrice Cambolive, ao comentar a estratégia de eletrificação para mercados fora da Europa.

Atualmente, a oferta eletrificada da fabricante no país é formada pelo elétrico Megane E-Tech e pelo híbrido Koleos. Eles representam dois dos sete automóveis de passeio disponíveis no catálogo brasileiro.

Segundo Cambolive, a empresa considera a migração para sistemas elétricos um processo sem retorno, embora o ritmo e as tecnologias adotadas variem conforme as condições de cada mercado.

Novos modelos estão nos planos

O Boreal deverá receber uma configuração híbrida em 2027. A fabricante também planeja utilizar a plataforma da Geely para desenvolver um novo veículo nacional.

Renault e Geely anunciaram investimentos conjuntos de R$ 3,8 bilhões para produzir pelo menos quatro modelos até o fim de 2027 na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. O programa recebeu posteriormente um aporte adicional de R$ 2 bilhões.

A parceria prevê dois veículos da Geely e dois da Renault. O hatch elétrico Geely EX2 já tem produção confirmada no Paraná, e a arquitetura compartilhada poderá ser usada em outros projetos.

Estratégia combina elétricos e híbridos

A Renault pretende trabalhar com modelos totalmente elétricos e diferentes tipos de híbridos para ampliar a participação das vendas eletrificadas. A estratégia considera preços, infraestrutura de recarga e características de uso dos consumidores brasileiros.

A meta de 50% ainda depende dos lançamentos previstos para os próximos anos e da aceitação dos modelos. A empresa não detalhou quantas unidades pretende vender em 2030 nem a divisão esperada entre elétricos e híbridos.