Agro
Soja entra no centro da negociação entre Trump e Xi na próxima semana
Pequim se comprometeu a comprar 25 milhões de toneladas por ano do grão americano até 2028. Acordo pode tirar espaço da soja brasileira no mercado chinês.
Administrador · 20/09/2026
Karolina Grabowska/Pexels
A soja e outros produtos agrícolas devem ocupar o centro da negociação entre Estados Unidos e China na próxima semana, quando Donald Trump recebe Xi Jinping em Washington. Segundo a Reuters, o agro virou moeda de troca na guerra comercial, ao lado de energia e terras raras.
Em 2024, os produtos agrícolas somaram US$ 29 bilhões nas exportações americanas para a China, com a soja entre os principais itens. Por ser um dos pontos menos sensíveis da relação, um acordo nessa área é tido como provável.
Compromisso de 25 milhões de toneladas
Na cúpula de Busan, em 2025, Pequim concordou em comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028, segundo a Casa Branca. Autoridades dos EUA também dizem que a China prometeu mais US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas na visita de Trump a Pequim, em maio.
A China nunca reconheceu publicamente os acordos, mas, de acordo com a Reuters, está no caminho de cumprir a meta da soja. Para o segundo compromisso, as importações agrícolas provavelmente precisarão ficar fora da tarifa de 10% ainda em vigor. Sorgo e milho também podem ser beneficiados.
O que muda para o produtor brasileiro
A China é o principal destino da soja do Brasil, incluindo a colhida no Matopiba e no Tocantins. Compras maiores dos Estados Unidos tendem a pressionar os prêmios pagos pela soja brasileira nos portos, justamente no início do plantio da safra 2026/27.